Centro Administrativo de Belo Horizonte 2014 Belo Horizonte, Brasil

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Brasil

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Centro Administrativo de Belo Horizonte

Belo Horizonte, Brasil

Assumindo a natureza urbana do projeto, objetiva-se requalificar o espaço urbano, fortalecendo o lugar de intervenção como “referencial para a apropriação pública”, como parte do projeto de criação do Centro Administrativo atendendo às necessidades específicas da Prefeitura de Belo Horizonte.

Objetiva-se, também, consolidar uma centralidade, de modo que o Centro Administrativo se caracterize como lugar de articulação e de reforço espacial e funcional entre o bairro Centro e a Lagoinha, o Bonfim e o Colégio Batista.

Neste sentido, considera-se a nova escala definida pelo Centro Administrativo frente à paisagem urbana, caracterizando um marco arquitetônico que reitera o caráter simbólico da Av. Afonso Pena. Simultaneamente, considera-se a escala gregária que articula transitoriedade (mobilidade urbana) e permanência (representada pelo próprio Centro Administrativo e preexistências tombadas pelo Patrimônio Histórico), colocando, portanto, em relevo questão fundamental: a cidade como lugar de vida pública.

Por meio da construção de um espaço livre, cívico, de domínio público, configura-se espécie de território marcado por praças interconectadas (praça-recinto e praça-esplanada), cujos limites, limites porosos, são definidos pelas preexistências – Rodoviária, Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (atual RISP) e Praça Rio Branco – e pelas três torres do Centro Administrativo; caracterizando de maneira franca tanto a conexão visual entre a Avenida Afonso Pena e a Rodoviária, quanto a relação entre o público e o privado.

Estratégia que denota qualidade simbólica nitidamente informada por uma atitude contemporânea frente cidade. Cidade, ou melhor, cidades cuja forma – em contraposição ao urbanismo monumental dos séculos XIX e XX – encontra-se, hoje, vincadas pela heterogeneidade e hibridização.

Ao invés de uma única torre (monólito, monumento), ao invés de duas torres (simetria, monumento); no limite, ao invés de uma organização de matriz classicizante localizada na área triangular do estacionamento da Rodoviária: três torres. Três torres que podem ser edificadas simultaneamente ou em momentos distintos, caracterizando possibilidade de faseamento. Três torres cuja implantação evita ao máximo “incompatibilidades ou malabarismos técnicos” para fazer frente ao já delineado projeto do Metrô; justificando, portanto, que uma destas esteja localizada na área “opcional para resolução da(s) edificação(ões)”. Tendo sempre em mente a geração de espaço público para os moradores da cidade de Belo Horizonte, três torres que imaginamos poder exercer forte influência sobre o futuro desta área.

data do projeto: 2014

data da construcao:

parceiros: Marcos Favero (co-autor), Miguel Darcy & Sergio Musiello (colaboração)

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fase: Concurso Nacional

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