Complexo Cultural e Educacional, Colônia Juliano Moreira 2010 Rio de Janeiro, Brasil

Arquitetura Urbanismo Design

Rio de Janeiro

Brasil

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Plano de Intervenção Anexo de Atividades da Igreja Circulação Principal Conexões entre os Pavilhões Centro de Documentação em Psiquiatria Ruínas Aqueduto Igreja de Nossa Sra. dos Remédios Antiga Sede da Fazenda Residência de Internos Rua Central de Circulação Antiga Ala de Internações
Complexo Cultural e Educacional, Colônia Juliano Moreira

Rio de Janeiro, Brasil

A Colônia Juliano Moreira é uma instituição criada na cidade do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX, destinada a abrigar aqueles classificados como anormais ou indesejáveis (doentes psiquiátricos, alcóolatras e desviantes das mais diversas espécies), mas que hoje serve como residência para centenas de pessoas. Com a gradual desativação das atividades de internação na Colônia, surge a necessidade de ocupação de suas antigas instalações para complementar as atividades previstas no plano de urbanização de suas comunidades vizinhas (também sendo desenvolvido pela parceria CAMPO + Fábrica Arquitetura). O conceito de intervenção para o Núcleo Histórico da Colônia tem como pressuposto a proposta de recuperação da ambiência construída pela implantação temporal do conjunto ao longo de três séculos. Isto significa trabalhar as áreas em torno de edificações de diferentes épocas, usos e estilos. O conceito adotado possibilita a contemplação das mesmas, bem como estimula as atividades e programas que podem tornar este conjunto um elemento vivo da memória do local, do bairro e da cidade. A questão da temporalidade é fundamental no conceito de intervenção, na medida em que o Núcleo Histórico também deve considerar uma dinâmica de evolução, prevendo suas modificações ao longo do tempo, integradas ao conjunto de intervenções de seu entorno imediato, como a implantação do Campus Fiocruz da Mata Atlântica e do Horto Florestal da Prefeitura, bem como, com a toda a Colônia Juliano Moreira. Estabelecem-se três etapas de implantação do Núcleo Histórico: Primeiramente, recuperam-se as edificações abandonadas e o ambiente urbano do entorno do aqueduto e da igreja N. S. dos Remédios, readequando seus espaços para novos usos institucionais. Dentre estas recuperações, a igreja se encontra em processo de restauro e estão previstas as restaurações do aqueduto, do Pavilhão I e das oficinas pela Fiocruz. Em um segundo momento, é prevista a recuperação das edificações abandonadas e do ambiente urbano do entorno do Pavilhão XX, prevendo ampliações com novas edificações, que marcariam as intervenções do século XXI, e com instalações comerciais e de serviços, como hotelaria, que permitiriam a sustentabilidade econômica do Núcleo Histórico. Na terceira etapa, as edificações funcionais de interesse histórico, hoje funcionando como residências terapêuticas, deverão ser readequadas para usos diversos para complemento funcional das atividades e de atração de público. Todas as edificações do Núcleo estarão conectadas através de caminhos de integração, com tratamento paisagístico adequado, que relacione visualmente todos os espaços e com valorização do patrimônio cultural e natural através da iluminação pública, possibilitando uma ampla gama de atividades diurnas e noturnas.

data do projeto: 2010

data da construcao: ---

parceiros: Pierre Martin (paisagismo), Fábrica Arquitetura & Concrejato

consultores: ---

fase: Proposta Conceitual

cliente: ---

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