Complexo Hotel Paineiras 2009 Rio de Janeiro, Brasil

Arquitetura Urbanismo Design

Rio de Janeiro

Brasil

campo@campoaud.com.br

+55 21 3233-1581

Centro de Convenções - Auditório e Sala de Exposições Estacionamento e Estação de Vans Hotel e Centro de Convenções Vista Geral do Complexo Foyer do Autirório Suíte Master - Varanda Estação de Vans - Saguão Principal Restaurante Panorâmico Lobby do Hotel Planta de Situação Diagrama de Implantação do Complexo Setorização Diagrama de Fluxos - Estacionamento-Complexo Planta - Subsolo / Térreo Planta - 1o. Piso Fachada Principal Corte Longitudinal Geral / Corte Transversal Detalhes Típicos Detalhes - Pele Externa de Concreto Celular / Aplicação de Musgo
Complexo Hotel Paineiras

Rio de Janeiro, Brasil

Este projeto teve início a partir do questionamento da aparente contradição entre o volume edificado exigido no escopo deste Concurso e a clara necessidade de se desenvolver objetos arquitetônicos de baixo impacto ambiental. A nosso ver, existiam inicialmente duas alternativas opostas de ação: a edificação de grandes estruturas arquitetônicas acima e do solo ou subterrâneas capazes de gerir o fluxo de veículos e visitantes do próprio complexo e, do Parque Nacional da Tijuca e do Cristo Redentor. Entretanto, ao mesmo tempo em que cada uma delas oferecia inúmeras vantagens, desvantagens igualmente numerosas também surgiam sem que fossem encontrados pontos de equilíbrio. Percebeu-se, então, que a solução mais adequada seria um exato meio-termo entre os opostos: o enterramento parcial do conjunto, deixando aflorar as partes que seriam as interfaces dos diversos setores do complexo entre si e entre o complexo e seu contexto natural. Para isto, foi determinado um limite preciso e contido de intervenção, menor do que a área total passível de intervenção. Este limite foi definido para concentrar pontualmente as modificações necessárias ao terreno e para que não fossem necessárias interrupções no serviço de trens do Corcovado e modificações na a infraestrutura viária existente. Foi feita uma incisão mínima no território para acomodar sutilmente o complexo. Definiu-se também como prioridade a manutenção ao máximo das estruturas arquitetônicas existentes para evitar intervenções desnecessárias e potencialmente nocivas ao equilíbrio da área. Desta forma, permite-se que conjunto semi-enterrado seja absorvido estrategicamente pelo contexto, ao mesmo tempo em que potencializa sua experiência ao permitir novas ligações e aproximações com o meio natural. Como em um enxerto, o novo complexo estabelece novos parâmetros de afinidade com o meio em que se insere, passando a fazer parte do mesmo. A presença do conjunto leva à adequação a potencialização mútua de ambos meio natural e objeto arquitetônico através de processos de oposição e aceitação, de mimese e contraste.

data do projeto: 2009

data da construcao: ---

parceiros: Pierre Martin (paisagismo)

consultores: ---

fase: Concurso Nacional

cliente: ---

prêmio: ---